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Cais do Valongo

porto e sítio arqueológico

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andreak
jan 22, 2024
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Introdução

Os registros documentais mostram que o Rio de Janeiro, no século XIX, foi o principal porto de entrada de africanos para serem escravizados nas Américas, estimando-se em muitas centenas de milhares os que por ele passaram. Tamanha afluência visava atender sobretudo à demanda gerada pelas grandes lavouras de café do Vale do Paraíba fluminense, fortemente dependentes da mão de obra escrava.

Ao chegarem, os tumbeiros ancoravam ao largo e eram submetidos à inspeção dos oficiais da Saúde, por conta das moléstias contagiosas que acometiam a carga humana que transportavam. Devendo cumprir quarentena até que fossem liberados para serem negociados, os africanos que conseguiam sobreviver às duras condições da travessia atlântica seguiam finalmente para o mercado do Valongo, região periférica da cidade, à época, para onde havia sido transferido o complexo relacionado ao comércio de carne humana, ao final do século XVIII. Contando com um lazareto para os isolamentos, com um cemitério para os que sucumbiam às doenças e aos maus tratos, e com as lojas onde as "peças" eram vendidas, esse complexo foi acrescido de um cais, construído formalmente em 1811 pela Intendência Geral de Polícia, bem próximo ao mercado, embora possa ter funcionado, não tão bem estruturado, anteriormente a essa data.

Carta Topográfica da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, de cerca de 1750, de autoria de André Vaz Figueira. Nela vê-se à esquerda, entre os dois morros, a linha sinuosa do canal de drenagem no Valongo, então efetivamente um subúrbio da cidade, ainda pouco povoado. 

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